O afilhado do Scolari esteve bem, como é seu apanágio e costume. Nos golos do Karagounis (ah, gladiador!) ficou a olhar para a bola, num claro momento de “ah que livre bem marcado deixa-me ficar quieto para ver melhor, sim, isto sim é um livre bem executado e eu aqui, numa posição tão privilegiada para asssitir, obrigado Padrinho!”. Pode ser que o Ricardo bata finalmente o número de internacionalizações do Baía para ele pôr o Quim. Tudo bem que o Quim tem nome de gajo que é chamado para arranjar um cano roto ou pintar um tecto. Mas é o melhor guarda-redes português da actualidade. Veja-se o caso do SLB. Se não fosse ele estaríamos a lutar ali no meio da tabela, algures entre a Naval e o Nacional. Enfim.
Voltando ao jogo, foi mau, muito mau, mau ao ponto da minha filha perguntar se Portugal eram os brancos. Penso que isto diz tudo. Aliás, a minha filha faria um melhor serviço do que muitos comentadores. Claro que para ela qualquer jogador é o Simão ou o Miccoli, o que, parecendo que não, é capaz de chatear um bocado aquando do comentário em directo, mas uma pessoa depois habitua-se.
Devo dizer que me custou muito dizer à minha filha que o Miccoli e o Simão saíram do Benfica. Ela ficou bastante triste, eu diria até desfeita. Quando chegar a altura de dizer que o Pai Natal não existe ou para quebrar outras ilusões típicas da infância, como a justiça no futebol português ou a existência verídica e factual das personagens de Star Wars, peçam a mim, que eu agora estou pronto para tudo. E ela também.


