Jornalista – Porque é que participa nesta marcha?
Queimad… Manifestante – Ora bem, isto é assim, as autoridades querem escamotear o facto de que o cannabis faz bem aos olhos!
J – Isso não é a cenoura?
M – É. Mas não foi isso que perguntou?
J – Eu perguntei porque é que participou nesta marcha.
M – Ah. Ouvi dizer que ia haver ganza por aí.
J – Conhece os aspectos negativos do cannabis?
M – Ser proibido é o aspecto mais negativo do cannabis. Porque as autoridades e o estado sonegam informações do público em geral sobre as benesses do consumo! E das várias utilidades deste!
J- Que utilidades conhece?
M – Fuma-se. Ingere-se. Inala-se. Respira-se. Já são muitas.
J – Então e o facto do cânhamo poder ser utilizado no fabrico de roupa, por exemplo?
M – E pode-se fumar a roupa, depois?
J – Julgo que não.
M – É pena.
J – O que tem a dizer do facto de o cannabis ter efeitos psicotrópicos?
M – Há para aí pessoal que diz que causa alucinações e mais não sei quê, mas eu posso garantir… Olha o Elvis! Elvis man, grande abraço! Ganda maluco este Elivs…Como estava a dizer, posso garantir que nunca tive alucinações.
J – Certo. Então e diga-me, o que é que mudava em termos legislativos relativamente ao cannabis?
M – Simples. Liberalizava e legalizava, e mais coisas que queiram dizer que podemos fumar umas brocas na boa sem corrermos o risco de irmos dentro, só porque temos guarnições para uns meses. É que, parecendo que não, a prisão ainda é húmida e eu tenho sinusite crónica e renite alérgica, ia ser complicado.
J – Então e as afirmações de que a cannabis pode provocar ansiedade?
M – Também não sei de nada. E esta manifestação que não anda. E estamos parados há muito tempo. Consegue ver se está a andar? Consegue? Consegue? Anda lá, anda lá…
J – É, então, a favor de um referendo?
M – Sobre o quê?
J – Cannabis.
M- Cannabis? Onde? Arranja uma beca!







