Cá está. Alguém, por favor, coloque este jovem nas mais altas instâncias do governo. Quem, como ele, consegue arranjar uma solução tão brilhante (ainda que, afinal de contas, seja óbvia) para um problema milenar como a indefinição sexual, consegue certamente arranjar soluções para problemas mais básicos como o défice ou a ruptura da segurança social.
Onde encontrá-la? Isso agora já é um problema, pois aparentemente os hermafroditas não pululam aí pelos verdejantes campos do nosso Portugal. Mas eu tenho uma dica para ti. Apanhas o Metro e sais no Campo Grande, depois olhas em frente e vês uma cena esverdeada com uns azulejos manhosos, aí à volta és capaz de encontrar uns quantos. Força rapaz, Portugal torce por ti. É de mentes iluminadas que este país precisa.
Isto é uma coisa tipicamente portuguesa: para quê se dar ao trabalho de tomar uma decisão (ou descobrir algo) se podemos ter algo que reúna as duas vertentes que nos estão a dividir? És grande.
O outro grande momento da semana foi a declaração de Sir (Dame?) Elton John na qual ele sugeria que se deveria “fechar” a Internet durante cinco anos, para ver que música saía dali. Fechar a Internet é complicado, porque acho que a contínua que tinha a chave foi a casa dar o almoço aos gaiatos. Tudo porque o álbum do Shor John só vendeu cem mil cópias. Esses piratas informáticos são uns viciados em Elton John, é vê-los a sacar cópias ilegais do Windows Vista enquanto ouvem “I’m Still Standing” em MP3. Depois Elton ainda diz que as pessoas deviam ir para a rua e protestar em vez de ficar em casa e escrever nos blogs. Estou com ele. Esses totós que andam para aí a escrever em blogs (ainda por cima às vezes escrevem em mais de um, essa escória) são uma tristeza, é preciso não ter mesmo vida para escrever num blog. É que vou já largar a escrita e vou já marchar e protestar a favor do pobrezinho do Shor Elton John. Ele vive no limiar da pobreza, ele é praticamente somali. Alguém leve uma sopinha ao rapaz. E um hermafrodita.
segunda-feira, agosto 06, 2007
Procura-se (M/F)
Fruto da mente distorcida do Sr. Bastonário às 14:06
sexta-feira, agosto 03, 2007
Silly Season
O Povo falou. Com uma votação quase tão grande como a das eleições para a Câmara de Lisboa, o povo elegeu a perca de Filipa Sabrosa como a mais importante consequência da ida de Simão para o Atlético de Madrid. Agora pergunto-me, terão sido os seus ex-colegas a votar? Ouve-se sempre falar de histórias assim, envolvendo jogadores (agora ia dizer “como o Secretário” mas o nome “Secretário” e a profissão “jogador de futebol” não cabem na mesma frase, facto confirmado por Edite Estrela no seu último livro “Gramática do Futebolês e Afins”) como o Sokota e o João Pinto. Seja porque razão for, a votação foi idónea.
Aparentemente Simão já está a receber o que merece: cotoveladas na cara. Foi agredido no jogo contra o Ajax, por um jogador claramente Benfiquista desde pequenino. Ele que se habitue porque há Benfiquistas em todo o lado.
Queria dar uma palavra de apreço ao Sr. Jurista, desaparecido em combate, a mãos com exames da ordem e coisas que tais, pela coragem em ter posto os tesourinhos deprimentes do seu clube. E que deprimentes eles foram. Eu, que até abomino tudo o que caminha de verde, até fiquei entristecido por aqueles “jogadores”. Melhores dias virão, Sr. Jurista, melhores dias virão. E agora parece que o Sr. Jurista tem um arqui-rival de eleição, o auto denominado l’emerdeur. Só mostra a grandeza e importância do Sr. Jurista.
Ainda relativamente a assuntos aqui da casa, muita gente (uma pessoa, e acho que por engano) me perguntou do que é que eu sou Bastonário. E aqui, perante vocês, assumo que sou Bastonário da Ordem dos Bastonários. Sim, porque os Bastonários, apesar do seu aspecto de Deus grego e de uma inteligência ao nível de um Einstein, também precisam de apoios, e é para isso que estou aqui. Sempre às ordens.
Fruto da mente distorcida do Sr. Bastonário às 14:13
segunda-feira, julho 30, 2007
Tesourinhos Deprimentes - Versão Sporting
- BOSINOVSKY
- EDINHO
- SKURHAVY
- ROBERTO ASSIS (o irmão do que joga mesmo futebol)
- OUATARRA E SPEHAR(uii, que bela dupla de ataque!)
- GIL BAIANO
- MISSÉ-MISSÉ
- BALAJIC
- CESÁR RAMIREZ
- CARLOS MIGUEL
- KMET
- KRPAN
- ROBAINA
- HANUCH
- NILITZIS (imperdível)
- TINGA
- KOKE E MOTA (uii, que outra dupla mortifera)
- LABHARTE
- LANG (como é possivel alguém se esquecer deste icone?)
Fruto da mente distorcida do Sr. Jurista às 23:04
Ramses II vira o jogo para Tutankhamon...
E agora só falam no Adu. A Bola dizia anteontem que ele já vinha a caminho. A questão é: mas vem a caminho de que forma? A nado? Alguém andou a jogar Football Manager a mais…
Por acaso estou curioso por ver em acção Di Maria. Eu e o Nuno Gomes, que se queixava que não tinha ninguém para falar com ele sobre as notícias da Nova Gente e da Caras durante os jogos, assim como para ir às compras. Agora já tem a Maria e o equipamento cor-de-rosa, acho que vai ser um avançado mais feliz.
Gostei também da declaração de Fernando Santos sobre Diaz: “Não conheço”. Curioso, nós também não. É o elemento de surpresa. Os inimigos não o conhecem. Nós também não. Eu estou com a direcção do Benfica. O que é a vida sem um pouco de emoção?
Fruto da mente distorcida do Sr. Bastonário às 11:50
quarta-feira, julho 25, 2007
Só Falta Um Na Caderneta
Afinal as armas que o Pasteleiro do Big Brother tinha em casa eram de colecção. É uma coisa natural. Afinal de contas, se formos ali para Chelas, Cova da Moura ou algumas zonas da Margem Sul, encontramos muitos adeptos do “coleccionismo”. É vê-los na rua, reunidos, a trocar armas, telemóveis, carros ou droga como quem troca cromos do Veloso porque o bigodes falhou uma grande penalidade contra o PSV. Nunca houve cromo que desvalorizasse mais do que o cromo do Veloso, deveria ser algo estudado nas aulas de economia, objecto de teses de mestrado e cenas assim. Um penalty. Onze metros de distância de uma baliza que tem, segundo a FIFA, para cima de muitos metros. Custava muito? Volto a perguntar, custava muito? Bola na rede, campeões europeus, está a andar. Mas não, não, o bigodes tinha de falhar e com isso levar à ruína muito boa caderneta desse Portugal. Agora tem um filho lagarto que é daquelas coisas que eu, mesmo com a cena do penalty, nunca lhe desejei nem sou capaz de desejar a ninguém. É só para verem como Deus está atento.
“Ena pá man, era mesmo um kilo de coca que me faltava na colecção!” é uma das frases mais ouvidas nesses locais. E depois ainda dizem que os jovens estão perdidos, que não têm rumo na vida. O coleccionismo é prova que ainda existem coisas a que os jovens se agarram. Tal como a droga. De qualquer forma, ter uma batelada de munições e armas em casa é perfeitamente normal, até porque ele é de Barcelos, e, parecendo que não, se passarmos a igreja e o café central o Iraque é logo ali e um gajo tem de se acautelar porque os telemóveis estão cada vez mais caros, não vá aparecer algum árabe armado em gandulo e tentar assaltar um trabalhador honesto como um pasteleiro. Se virem a TVI podem confirmar que acontece a toda a hora.
E depois temos os outros envolvidos no crime. Os anónimos, porque este era uma estrela. Big Bruno, chamam-lhe os jornais. Espero, por todos os santos e anjos e coisas afins que isto da religião nunca foi coisa a que eu prestasse muita atenção, que ele não vá para a prisão. Um gajo com a alcunha de “Big Bruno” não pode ter bom futuro na cadeia. Já as alcunhas dos amigos são autênticas obras de arte, reproduções frescas e actuais do Portugal interior. Ou isso ou podiam ser jogadores de futsal ou futebol de praia do Benfica. Matutano, Vítor da Feira, Carias, Engenheiro, Mirolho, Totobola e Tio Camilo, eis os principais arguidos deste caso. Dava uma bela equipa de futebol. Desde que não fosse o Engenheiro a treinar, obviamente. Até o Mirolho faria seguramente melhor serviço.
Fruto da mente distorcida do Sr. Bastonário às 18:18
segunda-feira, julho 23, 2007
A Detenção do Pastel de Nata
Confesso que deve ter dado algum gozo à GNR deter o suspeito. Segundo os jornais aqui do burgo, o jovem era pasteleiro. Já se imagina, portanto, o Shôr Guarda a dizer: “Ah! Apanhado com as mãos na massa! Percebeste? Mãos na massa? Porque és pasteleiro? Sendo que massa é um sinónimo de dinheiro ou outros bens ilícitos no submundo do crime, ironias da linguística…. Agora vais fazer bolos para a prisão. Tem é cuidado com as bolas de Berlim. Percebeste? No sentido em que bolas de Berlim serve como analogia para os teus testículos. É que lá na prisão podem apertá-los e outras coisas que tais. Ah, e já te falei na regueifa? Não, então, ouve…”.
Deve ter sido o momento de glória do Shôr Guarda.
Não compreendo é o porquê de três pequenos pontos: primeiro, o secretismo de alguns jornais referentemente à personagem. Em outros casos, alguns bastante mais mediáticos, não enjeitam a oportunidade de atirar uma figura pública para a lama. Mas, neste caso não, sabemos apenas que foi “uma vedeta de tv”. O que me leva ao segundo ponto: o porquê de o referirem como “vedeta da TV” ou “vedeta de um reality show” sendo que ninguém o conhece e, perdoem me a crueldade, ninguém quer saber do pasteleiro do Big Brother. O terceiro ponto é que o José Eduardo Moniz já deve andar doido para fazer um novo reality show: “São dozes pessoas! fechadas no mesmo local 24 horas por dia! Não têm contacto com o exterior! Até porque estão, lá está, presos o que, assim à primeira vista, impede-os logo de saírem. Mas mesmo assim! Quem será expulso? Quem vencerá? Quem perderá a virgindade no banho? Não perca, brevemente, na sua estação. (apresentação a cargo de Carlos Cruz)”. Seria um sucesso.
Fruto da mente distorcida do Sr. Bastonário às 13:26
sábado, julho 21, 2007
Os Professores, Esses Tangas
O título da notícia é: "Reforma só se estiver a morrer". Não querendo apontar erros factuais à docente, a verdade é que só assim nos últimos meses morreram dois professores a quem foi negada a reforma antecipada.
Penso que é óbvio que, para a junta médica, esta “docente” (se é que se pode usar este nome) é, no fundo, uma “baldas”, uma preguiçosa que não quer trabalhar. Alguma vez um cancro no intestino e um saco colector são razões para se aposentar? Claro que não, só alguém sem formação é que diria uma coisa dessas. A querer abusar da boa fé das juntas médicas...
Agora, ouso perguntar, quais são “as condições necessárias” para um professor reformar-se?
- Ora bem, o Prof Antunes está em coma, perdeu os dois braços e as duas pernas, e tem um duplo bypass e diabetes… Acho que podemos declará-lo incapaz de dar aulas…
- Mas oh Shotor, olhe que ele ainda consegue mexer a pálpebra esquerda…
- Ah sim?
- Veja lá.. – Espeta um pau no professor.
- Epá, tem toda a razão Shotor!
- Eu bem-lhe disse.
- Bom, sendo assim, penso que ele está apto para dar aulas. Ah, Prof. Antunes, seu preguiçoso, você queria era baldar-se.
- Também me quer parecer.
- Está óptimo. Com um bocado de treino em código morse, pode dar aulas apenas com o piscar do olho.
- Deve ser interessante para os alunos, obriga-os a pensar.
- Olha, ele está a piscar o olho Shotor, acho que está a querer comunicar.
- V-A-O S-E F-O-D… Não percebi o resto... Oh Prof. Antunes, vai ter que se esforçar um bocado mais homem. E não finja que está a ter paragens cardio-respiratórias porque nós aqui na junta médica não somos enganados por ninguém ahn?
- Shotor… Acho que o paciente faleceu, não há sinais vitais…
- Ah Shotor, olhe que isso é tudo fita, eu conheço os da laia dele.
(No funeral)
- Acho que nos enganámos, Shotor.
- Não diga isso Shotor, isto é tudo a fingir, vai ver que daqui a 5, 10 minutos, mais coisa menos coisa, ele sai do caixão. É tudo fita.
- …
E que tal anexar uma junta psiquiátrica à junta médica? Só para os avaliar. Se calhar é melhor não, acho que não há vagas suficientes nas alas de psiquiatria.
Fruto da mente distorcida do Sr. Bastonário às 11:42
quinta-feira, julho 19, 2007
Está Quase
Bonitas declarações de Pedro Mantorras ontem às televisões nacionais. Enaltecia os seus colegas de ataque, elevava o Benfica, Mantorras não poupou elogios a ninguém. Contudo Mantorras, ao contrário do que ele tentou afirmar, não parte em pé de igualdade com os seus colegas. Por razões óbvias. Mas eu sou um grande fã do Pedro Mantorras. Ele deu-nos um campeonato se bem se recordam. Foi o que se pode chamar de ganhar um campeonato “com uma perna às costas”. Literalmente. .
Então e as alcunhas? Cardozo é o “Tacuara”, uma cana alta e forte. Se não jogar nada sempre pode servir para as tabelas e para tirar a bola quando fica na rede em cima da baliza. Já Bergessio tem como alcunha “Lavandina”, lixívia em bom português. Também tem futuro caso as coisas no relvado não lhe corram de feição, porque, parecendo que não, aquele rosa suja-se muito facilmente e o Nuno Gomes não vai querer andar com a camisola manchada. Coentrão é conhecido como o “Figo das Caxinas”, algo que suscita algum temor
Bruno Tiago, do Sporting Clube de Braga, fracturou a tíbia e o perónio, ficando, por isso, arredado dos relvados praticamente até ao fim da época. João Pinto, instado a comentar, disse que foi impressionante, que parecia que lhe tinha saltado a bota. Fractura do perónio, sapatos desapertados, isto para quem tem a Marisa Cruz em casa não faz diferença nenhuma.
Ricardo lá foi para o Bétis de Sevilha, trocando os verdinhos pelos verdinhos. Os companheiros vão sentir a sua falta. Aquelas noites de canto coral não serão as mesmas sem aquele falsete delicado e afinado. Consta que as primeiras perguntas que Ricardo fez ao chegar a Sevilha foram “Como é que se diz Pato em castelhano?” E peru? E o Baía não devia ter ido ao Japão? Obrigado, quero dizer, gracias, gracias”.
O Atlético de Madrid insiste em Quaresma, mas o negócio cai por água abaixo porque o FC Porto insiste em tentar incluir Jesualdo no negócio. É compreensível.
E Sábado jogamos com o CLUJ. Tudo bem que é uma potência do futebol mundial, mas acho que temos algumas hipóteses.
Fruto da mente distorcida do Sr. Bastonário às 10:09
quarta-feira, julho 18, 2007
VII
Não sei porque é que dei por mim a pensar no meu sétimo ano, o pior (em termos de resultados) da minha vida escolar, mas dos mais ricos em vivências extracurriculares. Por exemplo, só no sétimo ano é que é possível ter três gajos com a alcunha de “Rato” na turma. Curiosamente, na parte feminina eram mais porcas. Não de alcunha, que as raparigas eram tratadas pelo nome, mas eram badalhocas mesmo. Daquelas que iam para a cave da escola mostrar os seios e cenas assim. E havia muito seio para mostrar, já no sétimo ano. Claro que a qualidade não é uma questão premente para um jovem dessa idade. Quando se dizia: “A Maria Francisca (nome fictício) mostrou-me as mamas!”, a resposta não era “E eram boas?”. Não. Isso da qualidade era pouco relevante. Eram seios? Se a resposta fosse positiva então éramos heróis por uns breves instantes. Claro que depois se tornou numa coisa tão banal que até o Rato (um qualquer deles, não me lembro qual) já nem sequer soltava uns fios de baba. O que é dizer muito. Claro que mesmo algo do calibre de uns seios, se perder um pouco do seu redondo encanto, dá logo lugar ao futebol. É assim a lei da vida. O futebol prevalece.
E no futebol também havia personagens memoráveis. O Gordo ia sempre à baliza. Qual Gordo, perguntam vocês? Qualquer um. Quando o vosso filho chegar a casa e disser que a alcunha dele é Gordo então, meus amigos, o seu destino está traçado: Será guarda-redes. Depois havia um Maria Alice (Se fosse hoje dia, seria Nuno Gomes…) que cada vez que conseguia colocar a bola no fundo da rede (vulgo golo) recriava o seu feito de todos os ângulos possíveis e imaginários, em super slow motion. Os jogos com ele eram sempre algo de épico.
Dos professores lembro-me pouco. Há, obviamente, uma professora que não me sai da cabeça. Era a professora de português. Era velha. E tinha uma certa apetência para passar as aulas a conversar sempre que acontecia fosse o que fosse na escola. Certo dia, antes de entrar, viu o Bocas e a Miss Piggy a “comerem-se à força toda” (termo científico utilizado pelo Gordo). A aula foi toda sobre isso. Que se lixe o Miguel Torga. Eles não se podem comer à força toda. Ah, e depois claro, sempre que via alguém a saltar do muro (que tinha seguramente mais de dois metros) contava sempre a história da rapariga que tinha saltado e se rasgou toda. Pelo meio. A partir da vagina. O mais curioso desta história, para além do seu carácter de mito urbano, é que a professora sempre que dizia “vagina” nasalava a voz e falava de modo quase imperceptível.
Foi a única professora que ousou mandar-me para a rua. Sacrista da velha. Já deve ter morrido, que Deus a tenha. Mas Deus que não ande a saltar muros senão depois tem de ouvir a história (nasalar voz) da “vagina”. Então não é que me mandou para a rua só porque atirei uma caneta ao Camões? Certamente não tenho culpa de ele, alem de ter usado uma pala no olho uns anos antes, não trazer o material adequado para uma sala de aula. Arma-se aqui o jovem em bom samaritano e depois tive de passar o resto da hora a jogar futebol sozinho. O que é altamente anti-pedagógico
Fruto da mente distorcida do Sr. Bastonário às 10:25
terça-feira, julho 17, 2007
Sala de Chuto
E depois não há jogos do Benfica. É um crime. Já demos quatro aos luxemburgueses mais oito à potência futebolística que são os reformados do sindicato, e nada disto foi devidamente televisionado. Que país é este onde nós vivemos, meus amigos? Há pessoas que me dizem: “Então, tiveste os sub-21, depois os sub-20 e agora os sub-19”, ao que eu respondo que eu estou a falar de futebol, não de gajos vestidos com a camisola das quinas a viajarem para países estrangeiros e darem mau nome ao país. Claro que o Fábio Coentrão foi a excepção óbvia, mas, dado o clube que representa, acho que não é surpresa para ninguém.
Fruto da mente distorcida do Sr. Bastonário às 11:28
segunda-feira, julho 09, 2007
Deturpação da verdade...ou mera loucura?
Fruto da mente distorcida do Sr. Jurista às 19:08
sábado, julho 07, 2007
7.7.07
Em termos de prendas de aniversário, consta que o Sporting está a tentar a todo o custo comprar Maxi Lopez para agradar ao Sr. Jurista, pois toda a gente sabe que ele gosta deles altos e louros. Os pontas-de-lança, obviamente.
No entanto, se alguém se dignar a oferecer uma PS3 eu fico à espera que o Sr. Jurista partilhe aqui com a população desta singela casa, pois há um certo défice em termos de simuladores futebolísticos por estas bandas. O que já se sabe, é mortífero na vida de um gajo. Não haver campeonato de futebol e não haver Pro Evo 6 dá cabo de qualquer um.
Muitos parabéns, Sr. Jurista.
Um grande bem-haja e cenas assim.
Fruto da mente distorcida do Sr. Bastonário às 17:49
quarta-feira, julho 04, 2007
À Conquista Do Brasil
O verdadeiro momento histórico é a aparição de um personagem português na famosa banda desenhada brasileira da Turma da Mónica. António Alfacinha de seu nome, terá na expressão “Ó Pá!” uma das suas imagens de marca. “Ó Pá!”? Mas ele é inspirado em quem, no Ricardo de Araújo Pereira? Já agora punham o gaiato a dizer “Ah e tal e não sei quê”.
Segundo o autor, a personagem portuguesa foi criada para que a BD “Espelhe a realidade brasileira.”: Tudo bem, é uma ideia interessante, e até aqui nada de particularmente estranho. Agora reparem nas outras personagens criadas: “Criámos Dorinha, a menina cega, Luca, o paraplégico em cadeira de rodas… vem aí uma menininha com Síndroma de Down” Cá está. A cega, o paraplégico, a menina com Síndrome de Down e… o Tuga.
Mauríco de Sousa até pode fazer uma história em que cura as crianças:
- Vejam pessoal, estou curada. Consigo Ver! – Diz Dorinha, a garota cega.
- Eu consigo andar! Oba! – Diz Luca, o paraplégico.
- Eu também tou curada gente! – Diz a garota com o Síndrome de Down.
- Ó pá! Ó pá! Eu… Eu… Hmmm… O pá, eu continuo tuga… F***-s*…
- Coitado… - Dizem os três em uníssono. – Vamos ter com a Magali e comer melancia!
Vai ser um sucesso este personagem novo.
Fruto da mente distorcida do Sr. Bastonário às 17:38
quinta-feira, junho 28, 2007
Tesourinhos Deprimentes - Versão Benfica
Fruto da mente distorcida do Sr. Jurista às 22:13
terça-feira, junho 26, 2007
Decálogo Dos Condutores
Apresento assim, sem mais demoras, o Decálogo Dos Condutores:
I. Não matarás. – Pronto. Começam logo mal. Assim não dá. Não matarás, assim logo à maluca em primeiro lugar? Isso para o velhinho tuga, mestre do contra-mão não dá. Para o pessoal da 24 de Julho também não serve. Para o imigrante que vem no Opel Corsa 1.2, todo kitado, do Luxemburgo, a 200km/h também não dá. Para a tia que se maquilha em andamento também não serve.
II. A estrada seja para ti um instrumento de comunhão, não de danos mortais – Imagino que diversas pessoas estejam contentes com este mandamento, visto já ter presenciado algumas pessoas em “comunhão” durante o andamento. E ali para a zona do Guincho, à noite, também há muita gente em “comunhão”. Parados, mas em “comunhão”.
III. Cortesia, correcção e prudência ajudar-te-ão. – Nesta até rimam e tudo, talvez tenham pedido ajuda ao Sam The Kid, esse famoso católico.
IV. Sê caridoso e ajuda o próximo em necessidade, especialmente se for vítima de um acidente. – Cá está, já imagino os condutores que abrandam nos acidentes a dizerem ao Sr. Agente da autoridade: “Oh shôr Guarda, eu só tou a cumprir o quarto mandamento, shôr Guarda.” E os camionistas, que param e oferecem boleia às gajas que os atraem (basicamente todas...) estão apenas a querer ajudar a próxima. Isso da vítima de acidente depende do quão feias forem.
V. O automóvel não seja para ti expressão de poder, de domínio e ocasião de pecado. – Algo que vai ser fácil, especialmente para o pessoal dos Bentleys e dos Ferraris.
VI. Convence os jovens e os menos jovens a não conduzirem quando não estão em condições de o fazer. – Os jovens e os menos jovens? E que tal se dissessem logo “toda a gente?”. Quem é que redigiu isto? Talvez essa pessoa não estivesse em condições para tal. Essa é que é essa.
VII. Apoia as famílias das vítimas dos acidentes. – Mas nada de pensamentos pecaminosos com viúvas desesperadas e tal...
VIII. Procura conciliar a vítima e o automobilista agressor, para que possam viver a experiência libertadora do perdão. – Especialmente se forem seguradoras e por perdão queiram dizer aumento das prestações e coisas que tais dos raios dos seguros. Deveras libertador, liberta o dinheiro que é uma maravilha.
IX. Na estrada, tutela a parte mais fraca. – Ou seja, tem cuidado com as mulheres. Dá-lhes alguns metros de estrada só para elas, se possível liberta a faixa contrária e tudo. Nunca se sabe. Uma luz rotativa e uma sirene também são casos a ponderar.
X. Sente-te responsável pelos outros – Da próxima vez que vir uma loura em cima de uma rotunda dizendo “da outra vez isto não estava aqui” eu prometo que paro e me auto-flagelo.
A minha questão é a seguinte: Onde estão os verdadeiros pecados, as cenas mesmo importantes? Quer me parecer que andaram a brincar com isto. Assim, só por alto que isto não é coisa para me fazer pensar muito até porque me dói a cabeça, lembro-me, por exemplo, dos seguintes:
- Não usarás o CDzinho no retrovisor.
- Não terás o cão de porcelana junto ao vidro de trás.
- Não porás o colete no banco.
- Não colocarás lenços bimbos no encosto da cabeça.
- Não usarás insignias como GT ou Turbo indiscriminadamente.
- Não passarás o traço continuo ali na bomba de gasolina como quem vai para o Cascaishopping porque essa m**** é irritante, f***-**.
- Não blasfemarás ao volante (a não ser que vás a ouvir o Benfica na rádio e o Fernando Santos faça das suas).
São só alguns exemplos para demonstrar que o Vaticano poderia ter estado mais atento.
Para terminar, queria apenas mandar um abraço para os nossos leitores de Santa Comba Dão. Que bela terra. É Serial Killer, é Padre Tuner, Santa Comba Dão é um mundo. Um grande bem-haja para essa bonita localidade.
Fruto da mente distorcida do Sr. Bastonário às 17:56
quarta-feira, junho 20, 2007
Chegou o Fim
Adeus, PS2…
Bom, a vida continua e tal, nada impede que agora seja o Sr. Jurista a levar a dele... E, além do mais, não consigo parar de olhar para isto:
Olá jeitosa... 599,99€ separam-me de ti. Espera, tenho 1€ no bolso. 598,99€ separam-me de ti. Se quiserem consolar esta alma infeliz, mandei os vossos donativos.
Obrigado. Eu vou conseguir ultrapassar isto.
Fruto da mente distorcida do Sr. Bastonário às 12:53
terça-feira, junho 19, 2007
Lethal Dose, 4%
Claro, depois há aquelas pesquisas dos penes gigantes e coisas que tais mas nós já nem ligamos a isso.
Outro dado curioso é a duração das visitas: oitenta por cento dos visitantes está aqui entre zero a cinco segundos. É o suficiente para ver que não há Ruth, Miguel Veloso, ou qualquer tipo de mamas, fios-dentais ou penes gigantes. Imagino a reacção de um individuo que, atraiçoado pelo nosso título enganador, abre este site na esperança de ver mamas boas: "Ena pá, vou ver umas mamas e tal, e uns mamilos e… Que é isto?! Texto! Palavras! ALT+F4! Fecha-me já isto antes que alguém veja e ainda pense que sou um tarado a caraças, a ler na Internet…".
Depois há os verdadeiros visitantes (que, serão dois ou três…) que ficam até cinco minutos no site. Lá está, dá para ler, para dizer mal, para procurar algum link para sair daqui. Mas dá para alguma coisa. Estes são os que interessam verdadeiramente. Para vocês, um grande bem-haja, em meu nome e do Sr. Jurista.
Mas, é no último extracto que residem os visitantes mais curiosos. Cerca de quatro por cento dos visitantes fica a ver o site mais de uma hora. Das duas, uma: ou é alguém que liga o site no trabalho e vai dar umas voltas e depois volta ao fim do dia para desligar; ou então, e quer-me parecer bem mais viável esta segunda conjectura, quatro em cada cem pessoas que abre este blog morre logo ali, na cadeira do computador. Pensando bem, e lendo o que escrevemos para trás, não vejo qualquer dificuldade em ser a mais pura realidade.
Fruto da mente distorcida do Sr. Bastonário às 10:16
segunda-feira, junho 18, 2007
Não Há a Segunda Hora!
Antigamente não havia estas mariquices das aulas de substituição e ocupação de tempos livres ou lá o que é. Não vinha mal ao mundo haver vinte ou trinta putos à solta no recreio durante uma ou duas horas. Quanto ao funcionamento das restantes aulas, tinha dias. Recordo-me perfeitamente quando deu aquele programa que tinha um senhor calvo que se agachava como se estivesse no duche da prisão, enquanto gritava “PONHA PONHA PONHA!”, havia lá um puto que imitava isso na perfeição. Era interessante, estarmos nós, numa aula, atentos às questões estruturais e conjunturais que levaram a qualquer coisa num qualquer período de história e ouvir-se, nitidamente, alguém a gritar “PONHA PONHA PONHA!”.
O motivo para não haver aulas era, sem sombra de dúvidas, pouco ou nada importante. Lembro-me também, por entre as brumas da memória, de uma vez em que não tive aulas porque, ao que parece, tinha morrido a irmã da professora. Os aplausos por não haver aulas cessaram durante três, quatro segundos. Houve um ou dois olhares mais piedosos. Mas depois um grito de “o último a chegar ao campo vai à baliza!” pôs logo toda a gente a mexer. Se há coisa que consegue desmobilizar uma multidão é o grito de “o último a chegar vai à baliza!”. Toda a gente sabe que ir à baliza é para os gordos, péssimos jogadores ou pessoas que nós temos um palpite que gostam de bolas.
Voltando ao não haver aulas, uma das vezes que mais gozo deu à minha turma não ter aulas foi quando a aula de Educação Física, mais precisamente a segunda hora, foi cancelada. A única vez que vi putos de treze anos tão contentes foi na Oprah, quando ela andou a dar ténis aos putos da África do Sul. Têm as prioridades todas trocadas, os putos. Parece que foi hoje: estávamos a correr à volta da escola, a treinar para o “corta-mato”, quando aparece um puto qualquer, todo desgrenhado, a gritar: “Parem! Parem!”. Nós parámos, afinal de contas, acho que ninguém gostava do corta-mato. Já estávamos felizes só com a parte do parar, mas quando ele diz, e passo a citar: “Não há a segunda hora! O Mamas apalpou a Ana Sofia!”, foi a loucura total. Houve festejos como se tivéssemos ganho o Mundial. Não sabia quem era o Mamas, mas naquela altura pareceu-nos um herói. Ainda bem que não tivemos a segunda hora de física. Assim pudemos ir jogar futebol.
Nesses furos deram-se grandes clássicos do futebol juvenil da última década do século passado, sem sombra de dúvidas. Aqueles embates entre o nono e o oitavo ano ficarão para a história. Porque nos anos anteriores, por sermos mais novos, tínhamos de jogar num local chamado “a cave”, que era um local mal iluminado, com um distinto cheiro a urina e onde as rameiras iam mostrar os recém nascidos pelos púbicos aos rapazes mais aventureiros. No campo grande, era uma hora do melhor futebol que nós tínhamos visto, o que, para quem no máximo catorze anos (sem contar com aqueles gajos, com alcunhas tipo Pele, que tinham no mínimo dezanove e andavam no sétimo ano) não se viu assim tanto futebol.
O que me deixa perplexo é como é que, nessas idades, fazíamos um jogo de futebol mesmo no intervalo pequeno. Eram apenas cinco minutos, mas dava para organizar duas equipas, jogar, marcar uns golitos e voltar para a sala de aula. O futebol tem a capacidade de alterar o tempo-espaço a seu belo prazer, não haja dúvidas disso.
Ligando o futebol e o não haver aulas com uma precisão e um timing a roçar a perfeição, lembro-me também de não haver aulas porque uma baliza caiu em cima de um símio qualquer que, estando à baliza (e, claro está, não sendo gordo) se decidiu pendurar nela. Caiu em cima dele, ainda por cima era daquelas de ferro, pesaditas. Também não tivemos aulas a seguir. Ficámos todos com uma enorme vontade de levar em ombros este novo herói. Claro que com as fracturas não dava jeito para ele, mas foi a vontade que tivemos.
Fruto da mente distorcida do Sr. Bastonário às 12:53
quinta-feira, junho 14, 2007
Teenagers Scare The Living Shit Out Of Me
Fruto da mente distorcida do Sr. Bastonário às 20:23
quarta-feira, junho 13, 2007
Conversa de Futebol Com a Esposa
- Estás a gozar porquê? Ele jogou na Juventus!
- Define "jogar".
O Secretário também "jogou" no Real Madrid. E toda a gente sabe o quão bom ele era. Isso do "jogar" tem muito que se lhe diga. Olhem quando o Beto for para um clube qualquer (que devia receber, e não pagar, uma verba pelos direitos desportivos e de imagem dele. Sim, de imagem, porque aquela carapinha louora pode valer milhões em marketing) eles vão dizer "Ena pá, ele jogou no Benfica." Cá está.
Fruto da mente distorcida do Sr. Bastonário às 14:12