quarta-feira, maio 17, 2006

Pensamentos Sobre Tudo e Nada

Antes de mais, quero referir a honra de pertencer a um grupo ilustrissimo e restrito de comentadores/pior que os putos, deste já conceituado blog. Tentarei estar á altura de um grandioso projecto, como este blog o exige...(não, o grandioso projecto não era nem o kit para sócios do benfica, nem o deslindar do corte de cabelo de paulo bento...).
Em primeiro lugar, em defesa do Sr. Bastonário, selvaticamente atacado, não posso deixar de referir igualmente a fotografia de caracter duvidoso e pouco pudica, vulgo ventre, colocada pelo Sr. Professor, "naquele" já afamado site, e por mim chamado site do talho, o famoso jovens.pt.
No entanto, não posso deixar igualmente, de referir o meu direito a indignação por terem apelidado o meu veiculo automovel, vulgo C3, de carro gay...podemos mesmo começar pelo seu nome:c3. Entao que dizer de um nissan micra, um matis, um pagero, um micra? direito á masculinidade do c3!
Com certeza do agrado do meu colega Sr. Professor, e para amenizar a provocação acima postada, venho por este meio igualmente abrir oficialmente a minha rubrica em relação a esse local de culto: o HI5. A rubrica irá intitular-se: "citações favoritas (descabidas) , adicionadas por membros do hi5".Como o meu anjo da guarda nacional republicano diria, são citações que membros do hi5 escolheram como sendo as suas frases favoritas. Como mero saciar do vosso apetite, deixo esta frase favorita, deixada na sua pagina pessoal, pela amorosa Joana: " ó gatinha, anda cá que o pai tem whiskas..."
Queria igualmente dar a minha força e solidariedade, para o grupo Nacional e recreativo do Estádio de Oeiras, que vai participar no mundial de veteranos, a realizar no próximo més, em solo alemão, nomeadamente os bravos Nuno Valente, Maniche, Figo, Costinha e aquele rapaz do queijo. Força rapazes...aguentem-se ai!

terça-feira, maio 16, 2006

Direito à Indignação

Venho por este meio exercer o meu direito à Indignação. Primeiro que tudo, são uns Adidas Superstar, por amor de Deus! São muito bons. Em segundo, essas críticas vieram de um senhor (Vamos chamar-lhe "Sr. Professor" para proteger a sua verdadeira identidade) que descolorava o cabelo tipo Cristiano Ronaldo. E mais não digo. Em terceiro, esse mesmo senhor critica o Sr. Filósofo por este ter multas de estacionamento. Tinha a sua razão, não tivesse ele já atropelado uma senhora idosa... Numa passadeira! Acho que ficamos conversados.
Quanto ao Sr. Filósofo, o excelentíssimo colega esquece-se da altura em que figurava constantemente nas páginas do Diário de Notícias, à Sexta-Feira. O senhor está esquecido de que quase não cabia na porta do seu local de trabalho. Ainda me lembro de o ouvir dizer: "Alguém dê aqui um jeitinho, este ego tá pesado e dificil de entrar". A sua gloriosa época de boémia, ainda o vejo a entrar por aquela porta, barba por fazer, o mundo todo à sua frente. E depois o ego, atrás, a levar tudo à frente. Bons velhos tempos.
O meu ego está bom e recomenda-se. Quanto às revistas gratuitas, aceito ofertas para vendê-las, numeradas e assinadas.
Vamos lá postar, mas com cuidadinho, sim?
Meninas.

domingo, maio 14, 2006

O Dilema Era Um Par De Ténis - Parte I

Ainda hoje me lembro do momento correspondente com uma perfeição palpável. Uma das personagens – para ser preciso “A” personagem: que nada mais é do que um artificie de máscaras de cartão. A maior das suas habilidades é martirizar aqueles que o rodeiam, com um imutável tópico. É a ave rara que circunda a vítima, confundindo-a para lhe desferir um voo picado de diminutivos esbatidos e recalcados. Os ataques deste espécime são, no entanto, tão eficazes como os ímanes para frigoríficos.
Retomando o assunto o dilema era então o par de Ténis. Do que atrás disse “A” personagem, tem um talento peculiar para o exagero, de enfatizar o mundano. Todavia, esta foi a mais coerente dos seus relatos. Sendo uma ave de destreza lancinante, nos minutos subsequentes à ocorrência, confessou:
“quer comprar uns ténis esquisitos ” – esquisitos no contexto significa uns ténis brancos com umas tiras às cores removíveis.
“olhou a montra e disse: olha vou comprar aqueles ténis. E eu – são para a tua mulher? E ele: não, são para mim”
A seguir a esta frase “A” personagem e a minha pessoa não nos contivemos, isto é, com uma pincelada sóbria esboçamos cada um rasgado sorriso, adornada por uma sonora gargalhada. Os dias seguintes levaram às costas esse ponto de interrogação: iria ele comprar ou não os Ténis-Das-Riscas-Coloridas-Que-Não-Eram-Para-A-Mulher-Mas-Sim-Para-Ele.
Não posso acrescentar nada mais sem antes falar desse outro interveniente, pois isso seria contornar a maior das rotundas. Chamemos-lhe o supra-sumo dos coleccionadores de revistas gratuitas. Por estes dias o seu ego é um ente saudável e corpulento que me faz lembrar o Travolta aquando da dança do hula-loop (?), todavia sem arco, sem brilhantina, mas sim com uma poupa pronunciada.
A mandar-se para a frente – (é favor compreender esta frase como uma verdadeira metáfora).
(Continua...)

sábado, maio 13, 2006

Surpreendente

Ao ver o mais recente (e único) contributo do nosso colega Sr. Filósofo, a reacção que tive faz me lembrar a reacção que teve Sócrates, ao chegar a Atenas e ver dois dos seus protegidos abraçados (um nas costas do outro) enquanto discutiam questões metafísicas como o uso de lubrificantes. E tinham apenas dito que iam pescar... Sócrates, ao ver os seus protegidos naquelas poses exclamou (numa tradução à letra do grego): "MAS QUE MERDA VEM A SER ESTA?". Bom, isto foi basicamente o que eu disse quando li aquele post. Atenção, "MERDA" não se refere à (suposta) qualidade do seu escrito, Sr. Filósofo, mas sim à minha surpresa.
E queria dar, desde já, as boas vindas ao Sr. Jurista, a mais nova aquisição deste estabelecimento. Que a sua estada seja mais duradoura e proveitosa que o anúncio de continuidade do Sá Pinto no Sporting.

quinta-feira, maio 11, 2006

A Passo de Flamingo, do Canto Natalício

A lenda de Giraldinha

Era de lá do Sul;
Do quente de Agosto;
Do seco, árido Algarve.

Era de lá, não se sabe bem de onde,
Mas de um lugar profundo
Que eclodia o eco distante.

“Giraldinha, giraldinha”
Assobiava assim, compacto e herculeamente,
Esse som

Eis então, qual cavaleiro andante,
Num galope, galopante
De chicote, vacilante
Flácido: o chicote
A pingar
A pingar
A pingar

(Mas com o florido ramo em riste)
… suor que se misturava
Com o pó da terra
Do calor desse Agosto,
Naquele Algarve

Giraldinha, lá foi Pé ante pé
Enleado por essa voz
Dizia: “giraldinha, giraldinha”

Caminhou, como disse,
Pé ante pé
Tal como os flamingos,
- sejamos sinceros,
Dos flamingos apenas lhe falta
A rosa da cor
Do Cor-de-rosa

Não excedia nos gestos delicados,
E a voz,
Se alguma vez se pareceu com um qualquer som másculo,
Foi por mero acaso,
Ou então, na sua modesta perspectiva,
Um infortúnio.

Os gestos, eram esse movimentos assustadores,
Que assustaram as mais tenebrosas hostes algarvias.
Esse cruzar das mãos e levá-las à altura do peito,
E rugir assim, nesse tom
Tão seu;
Tão feminino

Giraldinha tinha esse vício
O de levar as coisas ao peito.
Fazia-o com o coração
Tal como quando criança fingia brincar às corridas
E esticava os braços
Para segurar dessa forma o imaginário volante

Geraldinha
Foi assim rumo ao sul
Por esse calor
Aquele pó

Geraldinha
Levava nos braços esticados
O coração
Esquecendo-se, porém,
Do jogo da verdade ou consequência
Das suas farpas

“Geraldinha, geraldinha”
Ouvia num tom em tudo idêntico ao
“Oh, oh, oh…” natalício
Desse velho que te diz que nem tudo é natal

Vá lá, sacode esses flocos de neve do cabelo

quarta-feira, maio 10, 2006

Ética a Filósofo

O Sr. Filósofo está em falta para com os seus colegas docentes deste respeitável estabelecimento. Antes de prosseguir, queria deixar bem claro que se, como de costume, o douto colega ficou embrulhado nos fios da rebarbadeira com que apara a sua tenaz barba, eu aceito o atraso. De outro modo é, no mínimo, indesculpável.
Tudo bem. Aceito que possa estar a tentar estacionar o carro desde segunda à tarde. Também é possível. E aceito que esteja a tentar ler algo de intragável, sem parágrafos e pontuação adequada. Ou Lobo Antunes. Qualquer um deles eu aceito como desculpa.
Sr. Filósofo, Sr. Filósofo, onde está a sua retórica fabulosa? Se estiver no mesmo sítio onde guardou a chave do cofre do local onde labora, estamos com sérios problemas.
Não compreendemos a sua ausência. É que nem sequer tem havido audiências no processo Casa Pia.
Aguardamos, impacientemente, o seu regresso.

Prazeres da Caça

Quer me parecer que o caro Sr. Professor, esse predador do JovensPt e do Hi5 (há rumores que circulam no submundo dos sites de engate que o Sr. Professor tem cerca de 1000 contactos no Messenger...), ainda não terá lido o livro Os Prazeres da Caça da Editorial Caminho. Ainda que não fale das suas presas habituais (desde Barely Legals, College Girls até às grandes Milf) penso que contém algumas indicações úteis para uma boa caçada. Entre muitas outras indicações de grande qualidade tem, por exemplo, uma regra bastante útil que é não saltar muros com a arma carregada. Ou apontada a si próprio. Não convém. Para o grande Sr. Professor não é problema, porque a sua arma está constantemente apontada ao ecran do computador. Até o seu telefone contém videos de índole adulta. Quando confrontado por uma colega sobre o conteúdo do seu telefone, o Sr. Professor foi rápido na resposta: "Isso? Veio com o telefone...". Acho que a sua operadora móvel vai fazer sucesso...

segunda-feira, maio 08, 2006

Cultura da Negação

Dois homens…o Sr Bastonário e o Sr Filosofo. O Sr. Bastonário com certeza já se esqueceu do dia em que nasceu, em que a enfermeira disse: Que linda menina que aqui temos. Ao que a sua mãe retorquiu: é um rapaz, eu sei que não se nota mas é.
Já o Sr. Filosofo, um homem com princípios como atesta claramente a sua pontualidade britânica… Em vez de se preocupar com o Sócrates, devia era aprender a estacionar, para não levar mais multas. Já o agente da autoridade surpreso perguntou: Esta é a sua 10ª multa? Ao que o Sr. Filosofo respondeu afirmativamente. Perante isto o Agente Mustafa, num desabafo compreensível disse: Oh valha-me santo Deus, o Sr. só pode ser uma mulher.

São Piores Que Os Putos...

É o que dizem, de nós os três... Dois homens e o Sr. Professor (ainda está para descobrir se é homem ou não), isto promete.